Decidi publicar um artigo que encontrei num site e que achei interessante. Este artigo fala sobre o sono na adolescência e vai tocar em muitos aspectos importantes sobre o sono falando do sono típico dos adolescentes – deitar tarde e acordar tarde aos fins-de-semana e cedo durante as semanas - e sobre os conflitos que estes ritmos podem originar.
"Existe a ideia de que à medida que vamos crescendo necessitamos de menos horas de sono. No caso dos adolescentes, isto não se verifica. É exactamente nesta fase da vida que necessitam de, pelo menos, nove horas de sono para poder dizer-se que descansaram o suficiente.(...)
A maioria dos adolescentes é vítima hoje da chamada privação crónica do sono, relacionada a comportamentos que vão de irritação e baixo rendimento escolar a busca, durante o dia, por estimulantes, como nicotina, ou, durante a noite, por relaxantes, como álcool. A maior e mais completa pesquisa sobre o padrão de sono na adolescência, feita pela Fundação Nacional do Sono dos EUA, constatou que apenas 15% dos jovens de 13 a 18 anos dormem o número mínimo de horas necessárias: oito horas e meia nos dias lectivos.
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O ritmo biológico de dormir e acordar é uma adaptação do organismo ao fenómeno físico mais previsível que existe, o ciclo dia-noite. Esse ritmo é acompanhado por alterações fisiológicas, entre as quais os picos hormonais e a variação da temperatura interna do corpo. Antes do amanhecer, por exemplo, há um aumento da secreção do hormônio cortisol, que prepara o organismo para a actividade. Ao escurecer, aumenta a secreção de melatonina, que prepara para o sono. Quando a pessoa acorda, a temperatura interna do corpo começa a subir e atinge o valor máximo no final da tarde. Depois, começa a cair e chega ao valor mínimo no meio da noite.
Na puberdade, esse mecanismo sofre um atraso, o que faz do adolescente um ser biologicamente programado para dormir e acordar mais tarde. Na maior parte da manhã, seu cérebro não está em estado de vigília. Mesmo os jovens que dormem o suficiente (em média, nove horas por noite) tendem a ficar sonolentos até o meio da manhã e absolutamente alertas a partir do meio da tarde.
O estudante André Funaro Mortara, 16, por exemplo, apesar de dormir de sete e meia a oito horas, o que não é uma média ideal, mas superior a da maioria dos seus colegas, passa a primeira aula meio "ensonado". Se vai dormir mais tarde, sente o baque: dores no corpo, incapacidade de se concentrar e falta de vontade de conversar com qualquer um. "Até para falar do jogo do Palmeiras." Mortara, que dorme às 23h e acorda às 6h30, pode estar perdendo cerca de uma hora e meia de sono por dia, o que, de segunda a sexta, dá quase uma noite inteira a menos de sono. "Eu nunca tinha me dado conta disso, de que sabemos tão pouco sobre as necessidades de sono", diz sua mãe, Mônica Funaro Mortara, 43.
O desconhecimento é geral.
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A divulgação das descobertas no campo do sono é mesmo muito recente. Até os anos 90, fora do meio acadêmico, não se falava desse atraso fisiológico do sono do adolescente. Assim, para a maioria das pessoas, o horário de dormir não passava de uma questão educativa, de impor limites.
(...)
Noel Martins, 20, teve vários problemas na escola durante o ensino médio, assistindo às aulas semi-adormecido --quando não dormia de fato na sala de aula. Mas seu rendimento intelectual mudou quando passou a estudar à noite, no cursinho. Hoje faz faculdade à tarde e acorda entre 9h30 e 10h nos dias de semana. Nos finais de semana, aproveita: "Outro dia, dormi 16 horas seguidas", conta.
Tirar o atraso no fim de semana, para muitos especialistas, é um mal necessário, porque permite ao adolescente que recupere, ainda que parcialmente, o sono perdido. Menna-Barreto desaconselha a prática, afirmando que ela produz um quadro de desorganização dos ritmos biológicos. "Chamamos esse fenômeno de dessincronização interna. É caracterizado pela perda das relações temporais entre os ritmos dos hormônios, da temperatura, do sono etc. Associa-se à fadiga, à alteração de humor e à dificuldade de concentração, por exemplo."
Mas existem estratégias para aumentar a quantidade e a qualidade do sono do adolescente. Por exemplo: o escuro aumenta a produção de melatonina, hormônio que tem influência sobre o início do sono. (...)"
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A divulgação das descobertas no campo do sono é mesmo muito recente. Até os anos 90, fora do meio acadêmico, não se falava desse atraso fisiológico do sono do adolescente. Assim, para a maioria das pessoas, o horário de dormir não passava de uma questão educativa, de impor limites.
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Noel Martins, 20, teve vários problemas na escola durante o ensino médio, assistindo às aulas semi-adormecido --quando não dormia de fato na sala de aula. Mas seu rendimento intelectual mudou quando passou a estudar à noite, no cursinho. Hoje faz faculdade à tarde e acorda entre 9h30 e 10h nos dias de semana. Nos finais de semana, aproveita: "Outro dia, dormi 16 horas seguidas", conta.
Tirar o atraso no fim de semana, para muitos especialistas, é um mal necessário, porque permite ao adolescente que recupere, ainda que parcialmente, o sono perdido. Menna-Barreto desaconselha a prática, afirmando que ela produz um quadro de desorganização dos ritmos biológicos. "Chamamos esse fenômeno de dessincronização interna. É caracterizado pela perda das relações temporais entre os ritmos dos hormônios, da temperatura, do sono etc. Associa-se à fadiga, à alteração de humor e à dificuldade de concentração, por exemplo."
Mas existem estratégias para aumentar a quantidade e a qualidade do sono do adolescente. Por exemplo: o escuro aumenta a produção de melatonina, hormônio que tem influência sobre o início do sono. (...)"
Este artigo não esta completo, retirei as partes que achei mais importantes mas quem quiser ler tudo este é o site: http://pessoal.educacional.com.br/up/4380001/852542/t1313.asp
Espero que tenham gostado e retirado a informação essencial do texto :)
Joana
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